22 de julho de 2013

As histórias que somos

                                    
Nós, seres humanos possuímos a capacidade de raciocinar, de utilizar o pensamento em prol do que queremos, e ainda, a habilidade de transformar e aprender novas formas de pensar. Quando o ser humano se encontra vivenciando processos mais complexos como a perda de um ente querido; sintomas de ansiedade; depressão; ritos de passagem como a adolescência, a menopausa, a aposentadoria; dificuldades em relacionamentos; situação de stress pós-traumático, dentre outros, entra em ação uma grande colaboração dos nossos pensamentos e atitudes. A forma que as pessoas enfrentam esses processos é a chave para abrir as portas possíveis de lugares onde predominam a positividade, o auto-reconhecimento, potenciais e o desenvolvimento de habilidades. 

Ouvir uma única possibilidade de si mesmo, abrir apenas uma porta e pensar apenas de uma maneira limitam a imensidão de caminhos e histórias que fazemos todos os dias e o ser humano com toda sua dinamicidade e adaptabilidade não é uma história definitiva de si mesmo, como diz a autora nigeriana Chimamanda Adichie: "Todas as histórias que vivi fazem-me quem eu sou, mas insistir somente nas histórias negativas da minha vida é superficializar minha experiência e negligenciar muitas outras histórias que me formaram".



                                     


No processo terapêutico o cliente é estimulado por meio de técnicas e linguagem específicas a exercitar os seus pensamentos, expandí-los, movimentá-los, saudavelmente, tornando-os cada vez mais fortalecidos. Dessa forma o percurso para encontrar, descobrir, rememorar, criar e ressignificar as suas diversas histórias amplia-se à medida que o pensar e o sentir vão se transformando e adquirindo novas formas e conteúdos, protegidamente.

                           
Bianca Galindo

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