"Uma professora minha dizia: Quando a gente fecha os olhos, respira profundamente, um novo fôlego sempre vem acompanhado de uma nova inspiração."
"O que alguns chamam de morte da lagarta, outros chamam de nascimento da borboleta." Jean-Yves Leloup
24 de abril de 2013
22 de abril de 2013
E outras...
Ainda bem que sempre existe outro dia.
E outros risos.
E outras pessoas.
E outras coisas.
Clarice Lispector
17 de abril de 2013
Arte da Vida
Linhas que se dobram e desdobram
Energia em movimento
Persistência e delicadeza até vencer os obstáculos
e enfim conquistar a transitória arte.
De um papel ao infinito de possibilidades
O toque preciso libera a ação seguinte.
Arte delicada - descartável e duradoura.
Pode durar uma vida, um segundo ou transformar-se
novamente em outro papel, em outra forma...
O ciclo não precisa parar.
Linhas transformam-se em objetivos.
A cada dobradura uma descoberta
A cada movimento uma resposta
Um final, um meio
Uma possibilidade
Formando nova vida!
Bianca Galindo
16 de abril de 2013
Sadia mente
Para uma planta crescer saudavelmente e se manter bonita, vistosa, produzindo bons frutos é porque teve um bom cuidador, atento a adubar a terra, a regar com a quantidade necessária de água, capinar o mato ao redor quando preciso, afofar a terra para facilitar a drenagem da água no solo, colocar alguma proteção para afastar alguns insetos e pragas...e de vez em quando dar uma olhadinha e se perguntar: Essa plantinha está precisando de alguma coisa? Está crescendo bonita, com folhas fortes, dando frutos sadios? Se sim, ótimo! É só seguir desfrutando a colheita. Se talvez, vamos avaliar o que está acontecendo, se estamos respeitando as etapas, colocando itens importantes pra ela, se estamos conversando com ela...sim, claro, elas entendem, ou melhor, sentem quando e como conversa com ela. Ah! E encher ela de muito amor, muito carinho e dedicação. Afinal qual ser não responde bem a tamanha entrega cuidosa... ;)
Bianca Galindo
14 de abril de 2013
Saindo do piloto automático
Um homem veio a mim. Ele sofria do vício de fumar há trinta anos; ele estava doente e os médicos disseram: "Você nunca ficará bom se não parar de fumar." Ele era um fumante crônico e não consegui parar. Mas ele tentou, tentou arduamente e sofreu muito tentando. Conseguiu por um ou dois dias, mas então a necessidade de fumar vinha tão forte que simplesmente o vencia. Novamente ele caía no mesmo esquema. Por causa disso, ele perdeu toda a autoconfiança; sabia que não podia fazer nem essa pequena coisa: parar de fumar. Ele se desvalorizou diante de si mesmo; considerava-se a pessoa mais sem valor do mundo. Não tinha mais respeito por si mesmo. E assim, ele veio a mim. Ele disse: "O que posso fazer? Como posso parar de fumar?" Eu lhe disse: "Você tem que entender. Agora, fumar não é apenas uma questão de decisão. É algo que já entrou no seu mundo de hábitos; já se enraizou. Trinta anos é um longo tempo. Esse hábito tem raízes no seu corpo, na sua química, espalhou-se em você. Não é mais apenas uma questão de decidir com a cabeça; sua cabeça não pode fazer nada. Ela é impotente; pode começar coisas, mas não pode pará-las facilmente. Uma vez que você começou e praticou por tanto tempo, você é um grande iogue - trinta anos de prática em fumar! Já se tornou automático; você tem que desautomatizar isso." Ele perguntou: "O que você quer dizer por desautomatizar?" É nisto que consiste toda a meditação: na desautomatização. Eu lhe disse: "Faça uma coisa: esqueça tudo sobre parar de fumar. Não há necessidade. Por trinta anos você fumou e viveu; é claro que foi um sofrimento, mas você se acostumou a ele também. E o que importa se você morrer algumas horas antes do que morreria sem fumar? O que você vai fazer aqui? O que você fez? Então, qual a importância em morrer na segunda, na terça ou no domingo, neste ou naquele ano - que importa?" Ele disse: "Sim, isso é verdade; não importa". Então eu disse: "Esqueça tudo sobre parar de fumar; não vamos parar absolutamente. Ou melhor, vamos compreender isso. Assim, da próxima vez, faça do fumar uma meditação". Ele disse: "Do fumar uma meditação?" Eu disse: "Sim. Se as pessoas zen podem fazer do beber chá uma meditação, uma cerimônia, por que não com o cigarro? Fumar também pode ser uma bela meditação". Ele ficou impressionado e disse: "O que você está dizendo? Meditação? Conte-me - nem posso esperar!" Então dei a meditação para ele: "Faça uma coisa. Quando pegar o maço de cigarros do seu bolso, pegue-o bem lentamente. Curta, não há pressa. Fique consciente, alerta, atento; pegue lentamente com atenção total. Então, tire um cigarro do maço com toda a atenção, lentamente, não da velha maneira apressada, inconsciente, mecânica. Depois, comece a bater o cigarro no maço, atentamente. Escute o som, como fazem as pessoas zen quando o samovar começa a cantar e o chá começa a ferver... e o aroma... Então cheire o cigarro e sinta sua beleza..." O homem disse: "O que você está dizendo? A beleza?" "Sim, ele é belo. O tabaco é tão divino quanto qualquer outra coisa. Cheire-o; é o cheiro de Deus". O homem ficou um pouco surpreso: "O quê? Você está brincando?" "Não, não estou brincando. Mesmo quando brinco, não brinco. Sou muito sério." Então, ponha o cigarro na boca, com toda a atenção, e acenda-o. Curta cada ato, cada pequeno ato, e divida-o em muitos pequenos atos para que você possa tornar-se o mais alerta possível. Dê a primeira tragada: Deus em forma de fumaça. Os hindus dizem, "Annam Brahm" - "Comida é Deus". Por que não a fumaça? Tudo é Deus. Encha profundamente seus pulmões - isto é pranayam. Estou lhe dando uma nova ioga para um novo tempo! Depois, solte a fumaça, relaxe; dê outra tragada - e faça tudo bem devagar... Se você puder fazer isso, ficará surpreso; logo verá toda a estupidez disso. Não porque os outros estão lhe dizendo que é estúpido, que é ruim. Você o verá; e não apenas intelectualmente, mas a partir de seu ser total; será uma visão da sua totalidade. E então, um dia, se o vício desaparecer, desapareceu; se continuar, continuou. Você não tem que se preocupar com isso." Depois de três meses, o homem voltou e disse: "Ele desapareceu!" "Agora, eu disse, tente isso com outras coisas também". Este é o segredo, o segredo: desautomatizar. Andando, ande devagar, atentamente. Olhando, olhe cuidadosamente e você verá que as árvores estão mais verdes do que nunca e as rosas estão mais rosas do que nunca. Escute! Alguém está falando, sussurrando: ouça atentamente. Quando você falar, fale atentamente. Deixe que toda a sua atividade de despertar torne-se desautomatizada.




